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Sábado à Noite

Nome: Sábado à Noite
Autor: Babi Dewet
Lançamento: 2012
ISBN 9788563993380
Número de páginas: 324

Essa é uma história complicada. Uma história sobre amor e amizade. Uma história sobre jovens descobrindo seu papel no mundo. Amanda é uma adolescente como tantas outras, e ela não tem culpa de ser popular e a menina mais bonita do colégio. Isso simplesmente aconteceu quando ela cresceu. Seu melhor amigo de infância vive se metendo em encrencas com seu grupo bagunceiro. E, apesar de serem como irmãos, eles não se falam em público. Ser vista na companhia dos marotos é acabar com qualquer boa reputação. É por causa de um simples trabalho na aula de Artes, que Amanda vê tudo aquilo que ela acredita ser abalado. Um amor mal resolvido volta à tona e a sua amizade é posta em prova. Amanda não pode ceder. Amizade é maior que garotos, essa é a regra. Ela ainda precisa enfrentar o julgamento de suas melhores amigas quanto a certas atitudes, além de aguentar um ex-namorado mimado e egoísta. Como se não bastasse, o diretor cria bailes aos sábados e uma misteriosa banda mascarada é convocada para tocar. As músicas do Scotty são a única coisa que parece acalmar seu coração. Suas letras dizem tanto sobre ela… Mas, afinal, quem serão esses mascarados de Sábado à Noite?

Esse livro me chamou a atenção primeiramente pela capa que é linda. Mas eu não compro o livro pela capa, então li a “orelha” e achei interessante. Era um tipo de história que eu adoro ler. Colégio, menina se apaixona pelo menino, eles não conseguem ficar juntos, ficam juntos no final. Clichê, mas apaixonante e me prendeu por horas.

Amanda e as amigas são da turma das pattys populares e Bruno e seus amigos da turma de “bad boys” (apesar que eu não consegui definir eles como badboys, só como os “excluídos socialmente”. Não sei qual dos dois estereótipos – ou os dois – a escritora quis passar pra eles). E sinceramente? A turma da Amanda me irritou. Não sei se foi porque eu era da turma dos “excluídos” na minha época de escola ou se é porque odeio patty metida.

Amanda é uma personagem que mostra bastante como ser popular é “difícil”. Tem que manter as aparências diante dos outros e não pode fazer algo diferente do que esperam que ela faça, como conversar com seu melhor amigo, Bruno. Bruno e os amigos são chamados de “Marotos” e são a escória da sociedade. Se alguém quiser fazer parte da turma “descolada”, não pode ser vista com eles. E Amanda, quando mais nova, era amiga de Bruno e Caio, porém, a popularidade fez ela se afastar dos antigos amigos.

Durante o livro podemos ver toda a dúvida dela entre ser amiga dos marotos e ser popular. E ela sempre opta por ser popular e ignorar eles. Sempre foi apaixonada por Daniel e ele por ela, mas sua amiga, Guiga, também gostava do garoto. Isso quando ele entrou no colégio. Para que elas não brigassem por causa de homem, acabaram deixando a paixonite para trás. Mas Amanda, apesar de negar sempre, continuou gostando dele.

O diretor do colégio então resolve fazer um baile todos os “Sábados à Noite” (tchaaaaaammmmm!), mas não tem uma banda para tocar. Os marotos se oferecem para tocar, mas o diretor nega devido a má fama deles. Então Fred, que tem um bom relacionamento com o diretor e as professoras, fala que tem uma banda chamada Scotty (nome tirada do filme Eurotrip) e o diretor concorda que essa banda toque. Scotty são os marotos usando máscaras e maquiagem para que não descobrissem a verdadeira identidade deles.

A professora de Artes resolve fazer um trabalho em duplas, usando as duas turmas do colégio. Nessa parte achei que ficou muito clichê as duplas serem Amigos da Amanda X Amigos do Bruno (menos a Guiga, porque o Fred é de uma turma avançada). Foi nesse trabalho que Amanda e Daniel começam a se relacionar. Como a garota não queria ser vista com ele por causa de Guiga (ela achava que a amiga ainda gostasse dele), eles acabam tendo um relacionamento escondido. Mas por causa da popularidade de Amanda, Daniel acha que ela não quer que o colégio os vejam juntos. Então começa as inseguranças, tanto da parte de Amanda, quanto da de Daniel. E enquanto isso, Amanda e as amigas se apaixonam pela banda Scotty.

Tem o blablablablabla de histórias para que eles não fiquem juntos, pois a Amanda continua com medo de assumir por causa de Guiga. Guiga, por sua vez, dá a intenção de que está apaixonada por um maroto e Amanda tem certeza que é o Daniel e não o Fred. Isso só piora a situação do casal.

No fim, Albert, um dos boys da escola, por causa de uma das confusões envolvendo Amanda e os marotos – uma peça pregada por eles para vingar de uma história inventada por JP (amigo de Albert) -, entra na escola com o livro de Daniel, rouba as provas finais e deixa o livro dele como “prova do crime”. Enquanto isso, Daniel e Amanda estão juntos. Quando o “crime” é descoberto, Amanda era a única álibi que podia livrar ele da expulsão. Chega o momento em que ela tem que confessar, na frente do colégio inteiro (mais um clichê) que estava com ele. Sob pressão, a garota nega e todos os marotos, inclusive o melhor amigo Bruno, ficam desapontados com ela.

Nessa hora que ela vê que, por causa da popularidade dela, ela perde os amigos que ela realmente queria ter e, claro, Daniel.

Não vou falar sobre o fim do livro para não soltar spoiler demais. Mas resumindo, a Amanda pagou pelo mal que fez pro Daniel. Mas o final é muito triste…

Entrei na página do Facebook do livro e descobri que será uma trilogia e fiquei muito feliz! Porque realmente gostei do livro. E fiquei muito puta por ter acabado do jeito que acabou. Com um gostinho de quero mais.

Os clichês, apesar de serem clichês, é algo que eu adoro nesse tipo de literatura. Espero que não demore muito para sair os outros dois.

Para quem gosta de livros água com açúcar, histórias bobinhas que te fazem suspirar, eu recomendo.

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Um Homem de Sorte

“Mas não estava em outra época e lugar, e nada daquilo era normal. Trazia a fotografa dela consigo há mais de cinco anos. Atravessou o país por ela.” “Era estranho pensar nas reviravoltas que a vida de um homem pode dar. Até um ano atrás, Thibault teria pulado de alegria diante da oportunidade de passar um fm de semana ao lado de Amy e suas amigas. Provavelmente, era exatamente isso de que precisava, mas quando elas o deixaram na entrada da cidade de Hampton, com o calor da tarde de agosto em seu ápice, ele acenou para elas, sentindo-se estranhamente aliviado. Colocar uma carapuça de normalidade havia-o deixado exausto. Depois de sair do Colorado, há cinco meses, ele não havia passado mais do que algumas horas sozinho com alguém por livre e espontânea vontade. (…) Imaginava ter caminhado mais de 30 quilômetros por dia, embora não tivesse feito um registro formal do tempo e das distâncias percorridas. Esse não era o objetivo da viagem. Imaginava que algumas pessoas acreditavam que ele viajava para esquecer as lembranças do mundo que havia deixado para trás, o que dava à viagem uma conotação poética. prazer de caminhar. Estavam todos errados. Ele gostava de caminhar e tinha um destino para chegar.

Nome: Um Homem de Sorte
Autor: Nicholas Sparks
Lançamento: 2011
ISBN 9788563219138
Número de páginas: 349

Livros do Nicholas Sparks sempre são uma delícia de ler. Confesso que não tava lendo porque os dois que eu li (“A Última Música” e “Querido John”), chorei feito bebê. Então tava evitando ler os livros dele. Com o lançamento do filme do “Um Homem de Sorte”, resolvi ler esse livro porque queria ir no cinema e não gosto de ver o filme e depois ler. Tambéms confesso que para pegar o ritmo da leitura foi difícil, mas quando peguei, não parei. Li em três dias (média normal para mim).

A história mostra Logan Thibault atravessando o país atrás da misteriosa mulher de uma fotografia que ele encontrou no Iraque durante o período que serviu o exército americano como fuzileiro naval. Quando encontrou a foto, Victor, seu melhor amigo, disse que ela era um tipo de talismã da sorte e que ela ia proteger Thibault. Claro que ele não acreditou no amigo, mas também não se desfez da foto, carregando ela sempre em seu bolso.

Após o fim da guerra, Thibault resolve atravessar o país a pé afim de encontrar a mulher da imagem. Durante o livro, sabemos o motivo pelo qual ele resolveu fazer isso. Também há algumas passagens de quando esteve no Iraque. Como as vezes em que viu seus companheiros morrerem em combate, enquanto ele sobrevivia. Também descobrimos que ele fez essa travessia por causa de seu amigo Victor, que veio a falecer numa pescaria quando ambos se reencontraram. A foto, inclusive, pertencia ao irmão de Beth, Drake, que também era fuzileiro naval e tinha falecido durante aguerra no Iraque.

Um pouco antes de chegar na cidade onde Beth morava, ele encontra seu ex marido fotografando algumas alunas e acaba com os planos do policial Clayton de ficar com as fotografias das garotas ao pegar a camera fotografia e destruir o cartão com as fotos. Além disso, fura os pneus da viatura de Clayton. Com isso, tornam-se inimigos.

Ao chegar em Hampton, Thibault sai a procura de Beth. Ao se candidatar a ser funcionário no canil da avó dela, Nana, ele se aproxima da família de Beth, que inclui seu filho, Ben. Ben tem sérios problemas de relacionamento com seu pai, o policial Clayton. O livro narra a aproximação de Logan e Beth, até o momento em que eles se apaixonam. Clayton descobre o relacionamento dos dois e tenta fazer com que Thibault saia da cidade. Pois ele não quer que Beth se relacione com nenhum homem, chegando a espantar antigos pretedentes da ex mulher.

Porém, quando Clayton descobre que Thibault tem uma foto de Beth, conta para ela e diz que Logan é um cara perigoso, que estava perseguindo-a. Beth no início não acredita, porém fica com um pé atrás, pois Clayton leva inclusive um papel pardo com tudo que conseguiu pesquisar sobre Thibault. Em dúvida, Beth vai atrás de Logan tirar satisfações e ele acaba confessando tudo, mas não consegue se explicar e a mulher começa a chamá-lo de louco e o manda embora. Mas antes pede a foto de volta e ele diz que deu para seu filho, Ben. Ao conversar com Ben, o garoto repete o que a foto significava para ele, ou seja, um talismã que daria sorte. Beth resolve ir até a casa de Thibault e eles acabam se resolvendo. Clayton a segue e vê tudo.

Beth volta para casa para preparar o jantar que teria com Thibault, quando Clayton invade sua casa e começa a ameaça-la, envolvendo inclusive a guarda do filho. Enquanto isso, Logan sai de casa para levar Zeus, seu cachorro, para passear e na volta, percebe a marca de dois pneus na porta de sua casa. Os carros de Beth e Clayton. Então sai correndo em diração a casa de Beth para protege-la do ex marido. Nisso, durante a discussão, Ben ouve que teria que morar com o pai e sai correndo no meio da tempestade. Beth resolve ir atrás dele e lembra que ele pode ter ido para sua casa na árvore, a qual corria o risco de desabar a qualquer instante. Ela e Clayton correm atrás do filho. Thibault, assim que chega na casa e encontra Nana e esta o avisa do ocorrido, também vai atrás de Ben.

Quando Beth e Clayton encontram Ben, ele está pendurado na corda que era a ponte que ligava um carvalho a sua casa na árvore. Clayton se arrisca para salvar o filho, porém acaba também caindo na correnteza, quebrando suas costelas e se agarrando a corda da antiga ponte. Thibault chega e pula na correnteza com Zeus para tentar alcançar Ben. Porém, Clayton acaba se agarrando nele e Ben caindo na correnteza. Beth, que havia quebrado o pé durante o trajeto atrás de seu filho, fica desesperada, porém Zeus acaba salvando o menino.

Nos momentos que se seguem, dá a entender que Clayton e Thibault morrem tentando salvar Ben. Porém, apenas o pai do menino vem a  falecer. O final do livro é típico de um conto de fadas, onde Thibault e Beth ficam juntos.

 

A narrativa parte das visões do Thibault, Beth e Clayton. Um livro que mostra diversos valores, como todos os livros do Nicholas Sparks. Eu recomendo 😉

 

 

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Aprendendo a Seduzir

Aprendendo a Seduzir / Educating Caroline - Patricia Cabot

Faz tempo que não atualizo minhas resenhas de livros, mas não é porque eu não to lendo. Pelo contrário! To lendo pelos ouvidos! Já li uns 15 livros desde o “Cidade dos Ossos/Cinzas” (mas não terminei o Cidade de Vidro). Peguei a Meg Cabot pra ler e li a Série Mediadora toda (falta só o último) e os da Patricia Cabot (falta 1 e 2/3 – to terminando esse último).

Nome: Aprendendo a Seduzir
Autor: Patricia Cabot
Lançamento: 2010
ISBN 9788576655091
Páginas: 368

 

Esse livro me chamou a atenção não só por ser escrito pela Meg Cabot (ela assinava seus primeiros livros com esse nome), mas pelo título original ser “Educating Caroline”. E como toda Caroline, eu tinha que ler um livro em que a personagem principal tinha meu nome.

O livro conta a história de uma jovem que está noiva de um Marquês. Porém, em um baile, ela o flagra com sua amante, mas para a época (Inglaterrsa do século XIX), essas escapulidas masculinas eram perfeitamente normais. Então Lady Caroline resolve aprender a ser uma amante para seduzir o jovem Hurst, marquês de Winchealse. E para isso, ela pede ajuda do “novo rico”, o libertino Bradon Granville, o qual está comprometido com Lady Jacqueline, amante do noivo da jovem Caroline.

Porém, ela não imaginava que iria se apaixonar pelo “professor”. E ele por ela.

 

No começo, eu não tinha lido a contracapa para saber sobre esse negócio de traição e fiquei puta com o livro. E como tinha acabado de ler “Pode Beijar a Noiva” (também da Patricia Cabot), tava com muitos nomes de duques na cabeça e ainda encantada com a história do outro livro. Então demorei a engatar esse. Mas quando engatei, não parei mais! Li ele em praticamente 4 dias (só demorei por causa do trabalho e também para o livro durar mais que dois dias “virgem”).

Não vou negar que no começo, dá vontade de socar as madames do século XIX por aceitarem a traição e de dar um chocoalhão na Lady Caroline para ela largar de vez do marquês Hurst. Mas a partir do momento que começam as aulas, o livro esquenta. E esquenta muito! Consegui sentir as sensações de ambos os personagens (Caroline e Granville) conforme a autora narrava a história. Inclusive os frios na barriga, o aperto no coração, enfim, tudo que eles sentiam, eu sentia junto.

No meio do livro tem um enredo “por fora” que conta como Lady Caroline ficou noiva. Eu “adivinhei” até que rápido os segredos dessa história paralela, a qual é muito boa. E o que me surpreendeu foi a narração da Patricia Cabot nas cenas mais quentes entre os personagens.

Recomendo para todos que gostem de romance e de história de época. Como eu adoro ambos, posso litar esse livro como um dos meus preferidos (aliás, to listando todos ¬¬’)

“O amor doía.
O que doía mais que tudo era que ele sabia que, embora muitas vezes tivesse dito a si mesmo que era melhor ele ir embora – que se ela não podia confiar nele agora, jamais poderia -, isso não era verdade. Não era melhor ficar sem ela. Ele precisava dela. Precisava de sua bondade, sua franqueza, seu humor, sua humanidade. Maldição! Precisava dela. Precisava senti-la perto dele, sentir seu calor, seu perfume…”

Quem se interessou, pode adquirir o livro aqui.

 

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Tablets versus Livros – Quem ganha?

 

Achei que não seria preciso uma discussão sobre o que eu achava que não aconteceria: tablets substituírem os livros. Mas lendo a matéria da Veja São Paulo dessa semana (edição 24), vejo que infelizmente os livros já estão sendo tratados como “da idade da pedra”. Sendo que até dois anos atrás, tudo se aprendia através de livros, mesmo com os ebooks já lançados. Mas titio Steve Jobs resolveu lançar o iPad e… os livros viraram peças de museus!

Na matéria citada, tem um quadro em que o título é “Enquanto isso nas escola públicas… a lentidão da burocracia faz com que os alunos estejam distantes de sair da Idade do Giz“.

Opa! Perae senhor jornalista da Veja! Como assim IDADE DO GIZ? Até ano passado eu fazia faculdade e todas as aulas eram passadas através de ppt (power point) e GIZ NA LOUSA! Qual o problema? Era do Giz? Como se todos os mortais tivessem acesso a tablets e redes sem fio pelo Brasil a fora, né?

A matéria super inteligente (ironic) da Veja dá a entender que livros, gizes e tudo aquilo que eu e vocês usamos até (… esse ano?) são coisas ultrapassadas! A moda agora é tablet e que você venda seu fígado (e pulmões, rins, coração e cérebro) para ter um, ou você estará “na idade da pedra”.

Sinto lhe informar Srª. Veja, mas a maioria dos brasileiros ainda pagam celulares de 199 reais em 10x sem juros nas Casas Bahia só para ter um meio de se comunicar. Essa tal de “revolução digital” que a Senhora tanto admira é só para o público ao qual você fala: os ricos! Mas nem pra classe média a vossa Senhoria serve! Para uma revista que coloca um anúncio de uma almofada por 115 reais, deveria vir com um aviso “Revista destinada apenas para famílias que ganham 27 mil reais por mês”.

Infelizmente (ou felizmente, depende do ponto de vista), muitos (mas muitos mesmo) brasileiros mal dão conta de pagar o celular de 199 reais (em 10x sem juros nas Casas Bahia), que dirá comprar tablets para seus filhos. O Governo e a escola oferecem os equipamentos? ÓTIMO. Mas vocês não acham que os pequenos filhotes vão se contentar de usar tablets só na hora da escola e, pior, para estudar, né? Eles vão chegar sedentos para ter um tablet para carregar pra cima e pra baixo, brincar nos aplicativos, navegar na internet… estudar? Ah vá! Papai Noel é amigo íntimo do Coelhinho da Páscoa!

É ótimo ter um ebook, um tablet ou um notebook para estudar. Mas não nas mãos de estudantes do ensino fundamental e médio. Para estudantes do ensino superior, ótimo! Mas para a galerinha que ainda tá aprendendo que você não é com cê cedilha? Gasto totalmente desnecessário que poderia ser destinado à educação (não para comprar tablets e derivados, mas para ter ensino de qualidade – leia-se: professores, segurança e alunos), saúde e até para os animais que são abandonados e/ou maltratados todos os dias (tá, os humanos também, mas não são tão prioridade assim, uma vez que você dá um apartamento no CDHU e o cara vai, vende e volta a morar nas ruas. Mas enfim…). Mas nada com um bom e velho livro para aprender a ler e a escrever e fingir que aprendeu matemática, biologia, química e física.

Todos nós fomos educados a base de papel, caneta e livro. Por que com essa geração “iPod, iPad, iPobre” tem que ser diferente? Qual a diferença? Eu sei a diferença… a “nova geração” não tá sabendo escrever coisas simples como “você” e “mim” (e ainda tem os livros do MEC para ferrar tudo de uma vez). E quanto mais vocês enfiam tecnologia na cara das crianças e adolescentes, mais elas vão ficando sedentárias, param de sair de casa e viver a “vida real”. Vocês querem isso para o futuro de seus filhos? Eu não! Eu quero que meus filhos brinquem nas ruas (apesar da violência de hoje em dia), se sujem e se ralem jogando futebol e também brinquem com as tecnologias. Mas de um modo consciente e não como única forma de diversão.

Não há nada melhor do que pegar um livro e sentir suas folhas. Mesmo que você não goste de ler, mas não é melhor pegar a Playboy em papel do que ficar rolando a barra do navegador para olhar as fotos? Passem esses valores para as crianças (dos livros, não da Playboy!!!) e ensinam o hábito saúdavel da leitura. Usem tablets E livros para incentivar essas leituras. Vocês terão um filho mais esperto, que saiba ler e escrever corretamento (nada de formalidades, mas também nada de “voçê ja mim vio faze gol nu futibol cum duas mão?” (matando o português e comendo a pontuação).

As crianças de hoje em dia se tornaram mini-adultos com meninas se maquiando e usando salto (oi?) e nascendo já com um celular na mão (em breve, um tablet). Ao invés de enfiar os tablets por goela a baixo dessas crianças, que tal dar um livro (de papel, por favor) para elas lerem, pintarem, rasbicarem, desenharem? Bem melhor, não…

 

Pensem nisso…

 

 

ps.: fui educada a base de livros e tapas. Não proibiram meus pais de me darem umas palmadas na bunda quando eu fazia coisa errada e nem jogaram “tecnologia” nas minhas mãos para eu aprender que c não tem cedilha para escrever você. E to aqui… vivendo, sem trauma nenhum da minha infância “chuchulenta” sem internet e tv a cabo. Agora você dá “tecnologia” e proibe os tapas, o que acontece? Violência nas escolas, filhos que batem (e até matam) os pais… pois é… culpa do Merthiolate que parou de arder.

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Cidade das Cinzas

Dando um up porque acabei de ver a capa do segundo livro da série “Instrumentos Mortais”: Cidade das Cinzas.

Cidade das Cinzas

O twitter da Galera Record postou a capa hoje. O que vocês acharam?

 

Bom, sou suspeita para falar porque amei a capa do Cidade dos Ossos e como essa segue a mesma linha, já sabem…

 

ps.: esse recado da Stephenie Meyer sempre me faz rir quando eu leio.

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Cidade dos Ossos

Dei um tempinho aqui porque a coisa tava corrida com o curso da Impacta. Mas já estou de volta à ativa e com a resenha de dois livros que eu li nesse tempo fora. Aliás, desde a metade de dezembro/2010 até hoje (07.02.2011) eu já contabilizei 6 livros lidos. Pouco? Muito? Me dê sua opinião!

No momento estou lendo “Halo” que é mais um livro de anjos. Sim, eu peguei para ler todos os livros que me agradaram sobre anjos. Só falta “A Batalha do Apocalipse”. Deixei por último por não ser um livro de “adolescentes”.

Mas calma! Não tenho SÓ isso para ler. Ainda tem uma listinha de 20 livros. Mas vamos à resenha do “Cidade dos Ossos”.

Cidade dos Ossos

Nome: Cidade dos Ossos
Autora: Cassandra Clare
Lançamento: Outubro/2010
ISBN: 9788501087140
Páginas: 462

A história começa no Pandemônio, uma boate onde adolescentes costumam frequentar. Claire, uma típica adolescente nova iorquina de 15 anos, está no local com seu melhor amigo Simon, quando percebe uma movimentação estranha envolvendo um grupo de três jovens com tatuagens estranhas e um garoto. Foi a primeira vez em que se encontrou com Jace. Ao ir atrás para saber o que está acontecendo, acaba presenciando o assassinato desse garoto. Porém, ela é a única que pode ver os assassinos e o assassinado. Quando Simon vai atrás dela, não encontra nenhum vestígio de assassinato ou dos jovens, Claire está sozinha no ambiente. Ela não pode acionar a polícia pois não tem provas do crime.

No dia seguinte, encontra sua mãe, Jocelyn, querendo tirar umas férias e ir para o sítio de Luke imediatamente. Claire não entende a pressa de sua mãe e diz que não quer ir. Porém, com a insistência de sua mãe em sair de férias e mais uma conversa dela com Luke, a jovem percebe que algo está errado, mas sai com Simon para ir a uma apresentação de poesias. Lá, ela se encontra novamente com Jace e vai atrás dele para saber o porquê de só ela poder vê-lo e perguntar sobre o assassinato. Ela só não esperava receber um telefonema estranho de sua mãe pedindo para que não voltasse para casa e desse um recado a Luke: “Ele me encontrou”.

Claire corre para casa e lá encontra um demônio que a ataca, mas ela consegue mata-lo. Jace, que foi junto com ela, estranha o fato e a leva para um lugar onde há mais pessoas como ele: os Caçadores de Sombras. Os caçadores de sombras são pessoas que matam os demônios que vagam pela Terra, filhos de anjos com humanos, que também são conhecidos como Nephilims pela bíblia. A lenda da origem dos Caçadores de Sombras diz que eles foram criados há mais de mil anos, quando os humanos estavam sendo dominados por invasões de demônios de outros mundos. Um feiticeiro invocou o Anjo Raziel, que misturou um pouco do próprio sangue com o de alguns homens e o deu para estes bebesse. Aqueles que beberam o sangue do Anjo se tornaram os caçadores de demônios, assim como suas próximas gerações. O cálice passou a ser conhecido como Cálice Mortal e é em volta do desaparecimento dele que a história se desenrola, pois é a partir dele que é possível criar novos Caçadores de Sombras.

Ao ir atrás de sua mãe, Claire acaba descobrindo também alguns segredos do seu passado.

Eu gostei muito do livro, da história, da narração, do “elenco”, etc. Só não gostei do “final” da Claire e do Jace, achei um pouco sem noção para quem achava que eles seriam um casal. Mas quem sabe nos próximos livros, a situação não mude? Não sei se tenho parte favorita, mas gosto da festa do feiticeiro e da invasão no hotel dos vampiros. A parte fofa é do aniversário da Claire, quando ela e o Jace fazem um piquenique para comemorar. Fora as partes do Simon que também são demais! Um livro para rir, se emocionar e se apaixonar!

Adoro personagens como o Jace (irônico ao máximo) e a Claire (mocinha que quer salvar todo mundo). Qualquer livro que tiver personagens desse tipo, provavelmente irá me encantar. O melhor de tudo, é que, como já li outros dois livros de anjos (Sussuro e Fallen), fico agradecida de cada um ter sua história e, apesar de todos serem a humana que se apaixona pelo anjo, são enredos diferentes que encantam da mesma forma.

É uma excelente leitura para quem quer viajar no mundo da imaginação e gosta de livros juvenis. Se você procura uma leitura mais “adulta”, não compre esse livro. Mas se quiser conhecê-lo, posso dizer que não irá se arrepender. Indico a livraria Saraiva on line para adquirir o livro. Não recebo nada por fazer essa indicação, apenas faço pois nunca tive problemas com as entregas, prazos e promoções.

Coleção Completa lançada até agora:

– Cidade dos Ossos

– Cidade das Cinzas (lançamento no Brasil previsto para Maio de acordo com a Galera Record)

– Cidade de Vidro (ainda não lançado no Brasil e sem previsão de lançamento)

E lembre-se: não deixem de comentar para eu saber a opinião de vocês sobre meus posts.

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Cheio de Charme

Cheio de Charme

O livro da vez foi o Cheio de Charme, da autora Marian Keyes.

Nome: Cheio de Charme
Autora: Marian Keyes
Lançamento: 2010
ISBN: 8528614670
Páginas: 784

Quatro mulheres diferentes. Um homem terrivelmente sedutor. E o segredo sombrio que conecta a todos.

“Cheio de Charme” foi um livro que eu achei ia me decepcionar com ele (como me decepcionei com “Um Best Seller para Chamar de Meu” da Marian Keyes), tanto que demorei quase um mês para ler (um espanto para todos que acompanham minhas leitura – ou minha cara enfiada em um livro, como dizem). Comecei dia 20/12/2010, logo após terminar “Crescendo” (continuação do Sussurro, ainda não lançado no Brasil, mas em breve vou fazer um post para ele).

O começo é maçante! Começa contando a vida das personagens para o leitor de “enturmar” com elas. A única que você já conhece o problema com o Paddy De Courcy (Sr. Cheio de Charme) é a Lola Daly. Tudo isso porque ela era a “namorada” dele e descobre, pela imprensa, que ele vai se casar com Alícia Thorton. Desde a notícia, Lola surta e começa a estragar seu trabalho de personal styler, quase acabando com sua carreira. Então suas amigas sugerem que ela vá passar umas férias na Cabana do Tio Tom pra tentar esquecer o Paddy. E ela vai pra Knockavoy. Durante a estadia “depressiva” de Lola, ela conhece novos amigos  e começa a montar uma nova vida, com direito a sopa sem caroço com o Osama, drinks com os “bêbados” de um pub e cria até uma “noite das travecas”. Será que ela encontrará um novo amor em Knockavoy? E superará Paddy De Courcy?

Já Grace e Marnie são irmãs gêmeas que conheceram Paddy na adolescência. Grace é uma jornalista do Spoksman, mora com seu companheiro Damien e vive uma vida tranquila até ter seu carro queimado. Marnie é casada com Nick, mãe de duas meninas e trabalha em uma corretora de imóveis. Porém, além de seu segredo com Paddy De Courcy, Marnie tem outro problema muito sério a ser combatido. E Grace tenta ajudar a irmã enquanto resolve o mistério do carro queimado e ajuda Dee Rossini a não perder seu cargo do partido Nova Irlanda.

Alícia é a noiva de Paddy que faz tudo para agradar o político charmoso do Nova Irlanda. Mas será que ela conhece o político do mesmo jeito que as outras três mulheres? Porém, as quatro moças tem algo em comum envolvendo Paddy de Courcy.

Marian Keyes é famosa por seus livros abordarem questões sérias com algum tipo humor, em que o leitor se emociona, dá risada e aprende um pouco mais sobre a vida. Ela já abordou temas como depressão pós-parto (Melancia), drogas (Férias) e luto (Tem Alguém Aí?). E nesse livro não será diferente. Não vou contar os temas abordados porque dá um gostinho especial descobrir eles ao longo do livro.

Enfim, achei que não ia gostar do livro, mas acabei adorando assim como os outros livros da Marian Keyes. Recomendo ele a todos os leitores. Assim como todos os outros livros dela: Melancia, Férias, Sushi, CasórioÉ Agora ou Nunca, Los Angeles, Um Best Seller Para Chamar de Meu e Tem Alguém Aí?

Boa leitura!

 

Ps.: clique nos links para comprar os outros livros pela Livraria Saraiva. Indico o site da Saraiva pois eles são responsáveis e nunca tive problemas com entrega de produtos. Clique aqui para comprar o Cheio de Charme!

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“A manhã seguinte sempre chega”

“Me diga que está triste, eu consolo. Me diga que nunca foi tão feliz, eu concordo. Me ame ou me odeie. Me mande pra puta-que-o-pariu ou me convide pra ir com você. Exploda na minha cara ou se derreta na minha mão. Deixa eu te ver morrendo de tanto rir ou com vergonha das olheiras de tanto chorar. Só não me esconda o rosto. Me abrace, me esmurre, me lamba ou me empurre. Só não me balance os ombros. Não me perturba assistir tua dor nem acompanhar teu gás.

Te ver mais ou menos realmente me incomoda. Mais ou menos não rende papo, não faz inverno nem verão, não exige uma longa explicação. É melhor estar alegre ou estar triste, mais ou menos é a pior coisa que existe.”

Fragmento de “Mais ou menos.

Trechos do livro “A Manhã Seguinte Sempre Chega”, de Gabito Nunes.
Adorei esse trecho que tá no link onde o autor disponibiliza alguns trechos de seu livro. Não sei se compraria, talvez sim, talvez não. Dá pra ver que é mais ou menos como “Eu Sei Vou Te Amar” do Arnaldo Jabor.
Eu comprei esse livro do Jabor justamente pelo nome (e porque eu acho o cara foda demais) que parecia ser uma história/conto/cronica de amor com final feliz. Não vou contar a história e nem o final porque eu odeio que façam isso comigo e não farei o mesmo com os outros. Só adianto: não tem final feliz. Nem infeliz pra falar a verdade. Depende do ponto de vista. Quando eu li, pra mim foi infeliz, mas quem sabe se eu ler de novo, não mude de ideia?
Não que eu não tenha gostado do livro. Gostei, de verdade verdadeira. Mas quem quem gosta de livros da Meg Cabot (princesas com finais felizes), eu meio que fiquei chocada, ainda mais por ter sido o primeiro livro com final “não-felizes-para-sempre” que eu li por conta própria (livros de vestibular não contam, até porque eu nunca li, só pegava os resumos haha).
Enfim, se você também curte o trabalho do Arnaldo Jabor, leia! E também recomendo o “Porno Política”, também de autoria dele. Esse eu não li inteiro porque dei pro meu noivo e tá lá jogado na casa dele porque ele também não leio e nunca traz pra eu ler hahaha. Mas do pouco que eu li, gostei muito do livro.
Pra saber mais sobre as obras dele: clique aqui (sim, é wikipedia, mas é o único site que eu conheço e gosto que tem a listinha completa dos livros e filmes dele).
E pra Finalizar, mais um trecho do “A Manhã Seguinte Sempre Chega”:

“E te beijo, e te cheiro, e irrito tua pele com a barba curta, seus pelos respondem, e como dois corpos não ocupam o mesmo lugar, você precisa sair de si pra que eu possa entrar.”

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