Um Mundial sem Pagode

Você sabe quem é o jogador Adriano do Santos? Aquele volante que caça atacante durante os 90 minutos do jogo e se bobear, ficar de olho nele até durante o intervalo.

Eis o Menino da Vila, Adriano Bispo dos Santos, que ajudou o Santos a ganhar três títulos (Paulista 2007 e 2011, Libertadores 2011). Mas foi somente na Libertadores que os torcedores foram reparar em como ele era essencial para o time. A zaga do Santos sempre foi péssima. Desde que me lembro, sempre tivemos uma zaga horrorosa, que toma gol bobo ou golaços que consagraram carreiras de jogadores (Alow, Ronaldo! Alow, Fabio Costa!). Mas foi o Adriano entrar em campo… e tudo mudou. Os torcedores Santistas pararam de ter ataques de nervos quando a bola se aproximava do gol. Porque Adriano estava lá para roubar a bola do adversário.

Posso dizer que esse “desconhecido” jogador foi fundamental para a conquista do Tri da Libertadores. Sem ele fechando a  entrada principal para o gol, poderia ter sido capaz de nós termos caído durante o “Massacre de Brasileiros” na Libertadores de 2011. Mas seguimos em frente e com o grupo unido, conseguimos a terceira estrela. E começamos a nos preparar para pegar mais uma estrelinha do Mário. El Mundial!

Estava indo tudo certo, correto, até que… no jogo Santos X Atlético-GO, Adriano sofreu uma torção no tornozelo. Até terça feira, todos torciam para que não fosse nada grave, nada que um pouco de descanso, gelo e gelol não resolvesse o “machucado” do nosso volante. Mas infelizmente veio a notícia que ninguém queria ouvir, principalmente o nosso “Pitt Bull”: a lesão foi grave e ele ficará afastado por até 5 meses dos gramados. TODOS CHORA!

Sim, Adriano, nosso Cão de Guarda não poderá jogar o Mundial. O sonho dele acabou em um jogo sem importância pelo campeonato brasileiro. Não culpo Muricy por ter escalado ele e nem os titulares e acho que ele tem que colocar os titulares em campo no domingo contra o Bahia. Foi um acidente o que aconteceu com o Adriano. Uma fatalidade. Mas como ele disse na coletiva de imprensa: “Deus quis assim. Agora bola para frente e quem sabe ano que vem eu não tenho a oportunidade de marcar o Messi”.

Messi…

Todos agora se perguntam: “Quem vai parar o Messi?”. Elano? Henrique? Ibson? Durval? Não sei. Talvez só Deus pare Messi. Mas isso não é o importante agora. O importante é ter fé e acreditar que o time voltará do Japão com a terceira estrela bordada no peito. Agora é dar a raça, o sangue e o amor em campo e trazer esse título. Para o Adriano. Para o nosso cão de guarda que, silenciosamente, conquistou o lugar dele no time. Adriano, esse título será para você! #TamoJunto!

Vou colocar um texto que me emocionou muito quando eu li.

Grandes jogos são carregados de grandes histórias. E fazem a felicidade de quem acredtia que futebol é muito mais do que um jogo. O Santos e Barcelona do final do ano será um grande jogo – Mazembe só elimina incompetentes – mas já perdeu uma grande história: o duelo entre Davi e Golias, aqui chamados de Adriano Pagode e Lionel Messi.

Messi provavelmente nunca ouviu falar de Adriano, o volante santista. Azar dele, pois teria de conviver por 90 minutos – ou mais do que isso, não importanta quanto, Adriano estaria preparado – com a convivência forçada com aquele jogador sem brilho, mas que faz da marcação estoica um estilo de vida. Adriano seria a sua sombra, o seu cão de guarda, seu perseguidor, seu algoz por todo o jogo. Com ele, pelo menos na teoria, Messi não teria espaço e facilidade para suas arrancadas no quarto final do campo. Messi não correria só. Teria companhia inimiga.

Se fizesse um bom papel, Adriano poderia deixar seu time mais perto do título mundial. Essa disputa entre um virtuose um operário renderia milhões de caracteres mundo afora. Adriano anulou Messi? Messi humilhou Adriano? Adriano falhou apenas uma vez e não impediu o gol (ou o passe) decisivo de Messi. São muitas opções. Todas à espera de um bom texto.

Não há mais a possibilidade do embate entre o brasileiro anônimo e o argentino tão conhecido como Maradona ou Evita Perón. Uma ressonância magnética  determinou a necessidade de uma operação no tornozelo direito e o afastamento de  Adriano por cinco meses. Ele chorou, demorou para contar à mãe e tenta esquecer o sofrimento. Perdeu a chance de, pelo menos uma vez na vida, marcar Messi. Seria, uma vez mais, um coadjuvante, mas de Messi, o que é diferente. O que lhe permitiia ter um dia de heroi. Poderia lhe dar a chance de estar, assim como Pelé, Coutinho, Robinho, Diego, Ganso e Neymar, imortalizado naqueles fantásticos quadros formados por ladrilhos que ornamentam a Vila.

Em seu lugar, deve jogar Elano. Esse, Messi conhece. Pode até achar que ficará mais difícil. Engano do gênio argentino.

Via Blog do Menon.

Vídeo da coletiva em que todos são avisados sobre a lesão do Adriano.

Coletiva de imprensa sobre a lesão do jogador Adriano

E para finalizar, fica aqui minha torcida, minha prece pela recuperação do nosso Pitt Bull.

#ForçaAdrianoPagode

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